Ansiedade: Os níveis, as causas e o prejuízo que traz para a empresa.

A organização mundial de saúde coloca o Brasil como líder mundial em distúrbios de ansiedade. Pode ter certeza que na sua empresa existe um percentual grande de colaboradores que estão produzindo muito abaixo do seu potencial devido a este mal.

Se você está lendo este artigo, talvez já tenha se sentido ansioso ou esteja se sentindo exatamente agora.

O que posso afirmar é que ansiedade é um problema, e um problema sério para sua performance profissional, para sua carreira e sua vida. Mas quão grande é este problema? Você já sobreviveu até aqui, por que se preocupar com isso? Talvez já seja algo com que você “aprendeu” a conviver e nem se imagina em um estado “não ansioso”.

Comecemos pelo princípio.

Vamos separar o que são casos clínicos, estados ansiosos prejudiciais e a ansiedade natural do ser humano.

Casos clínicos de ansiedade tem a ver com a incapacidade do ser humano se manter funcional, relacionar-se positiva e produtivamente consigo e com as pessoas. Nestes casos é fundamental procurar um médico para encaminhamento adequado.

A ansiedade normal serve de alerta, dizendo que algo está errado em si mesmo ou no ambiente e que é importante tomar uma atitude a respeito de algo. Tomada a ação, ela passa instantaneamente. Infelizmente o percentual das pessoas que conseguem lidar assim com a ansiedade vem diminuído muito.

A maioria das pessoas está se mantendo em um estado ansioso que deixa a pessoa “ligada, acessa, tensa” o dia todo. É extremamente cansativo, mas a pessoa nem se dá conta.

Pensamentos como “É assim, mesmo”; “Eu sou assim mesmo”; “A vida é assim mesmo” e outras racionalizações servem como uma tampa de panela de pressão para a pessoa não olhar o que seu corpo e mente estão tentando mostrar.

O mais triste é quando a pessoa para, percebe que está assim mas diz: “Eu não tenho tempo ou não consigo olhar para isso agora.” E segue em frente até que uma hora o corpo gera alguma doença para a pessoa finalmente se cuidar, e isso poderia totalmente ser evitado.

Focando neste terceiro grupo, o que acontece? Qual a causa da ansiedade crescente.

Tudo começa com uma situação estressante, que chamarei de “gatilho estressor”. Um email de um cliente, uma má notícia em um projeto, um negócio perdido ou até o sistema de TI que caiu.

Nestes momentos, biologicamente, nossa adrenalina e cortisol aumentam, a composição do nosso cérebro muda, nossos músculos se tensionam etc (observe da próxima vez seu corpo em um momento destes). Psicologicamente sentimos insegurança, medo, dor, raiva, excitação, dúvida e uma profusão imensa de possíveis emoções. Em resumo, nosso corpo físico e emocional vira um “VULCÃO”.

A ansiedade é uma resposta para tentar te mostrar que isso está acontecendo e que algo precisa ser feito para conter esta explosão.

Até aí pareceria uma coisa boa, mas na verdade, o que ocorre, é que cada pessoa responde este alerta de uma forma diferente e pouco produtiva. As pessoas tomam 1 de 3 comportamentos:

a) Agressividade: Partem para cima do estressor, as vezes respondendo de forma que prejudica a si ou a empresa.

b) Submissão: Abaixam a cabeça ao estressor quando o mais produtivo e centrado seria explicar a situação de forma mais detalhada e agir positivamente.

c) Retiram-se: Se desconectam do problema achando que de alguma forma ele se resolverá sozinho.

A má notícia é que estes comportamentos podem dar uma sensação de alívio, mas eles não resolvem o problema. O corpo segue tenso, mas dá a impressão de que não. Assim, a pessoa acha que está melhor mas chega no final do dia exausta por algo que aconteceu de manhã (ou ontem) e que ainda ficou entalado no emocional.

O prejuízo é enorme. Tanto para a saúde da pessoa quanto para a empresa, pois esta tensão consome recursos psíquicos do colaborador. E este não tem apenas 1 gatilho estressor no dia. Tem vários. Desde que sai de casa. Assim, este consumo vai se acumulando e o profissional trabalha como se estivesse constantemente “apagando incêndios”.

Na verdade, ele está tentando apagar um incêndio “dentro de si”.

Só com uma forma de efetivamente lidar com estes alertas da ansiedade é que é possível mudar este cenário.

Quando isso acontece, o profissional libera uma tonelada de energia e foco no que precisa ser feito. A produtividade aumenta e ele ainda se sente feliz de estar produzindo mais, melhor e sem o peso ou o calor de uma vida estressada.

Até o próximo texto!

Grande abraço

Heitor


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