Burnout transformou o instinto de sobrevivência de aliado em vilão na retenção de talentos.

Todo mundo tem medo de perder o emprego, certo? Não mais.


Há alguns anos quem não temia ser demitido era um percentual muito baixo dos colaboradores. Agora este número cresce cada vez mais.

O medo geral era: “Se eu perder o emprego, como vou pagar minhas contas? Manter meus filhos na escola, ter plano de saúde. Sem o meu salário minha família não vive.”


Agora, cada vez mais os profissionais estão se vendo: “Ansiosos”, “Deprimidos”, “dormindo mal”, “tomando remédios para tentar se manter trabalhando”, “com relacionamentos insatisfatórios com filhos e cônjuge” e está gritantemente óbvio que, neste ritmo, logo vão literalmente “pifar”.


Alguns até já tiveram alertas: O número de dispensas médicas aumentou, os atendimentos de doenças cardíacas dispararam, tem profissionais de todos os níveis tomando remédios pesadíssimos (muitas vezes mais de um) para ir trabalhar.

Então, o medo agora é: “Se eu não mudar de emprego, vou ter um problema sério de saúde. Como será que vai ficar minha vida, meu trabalho?.”


E sabe o que é pior, os profissionais mais qualificados, que podem fazer um plano de transição para uma vida autônoma, é que saem primeiro, ou pelo menos começam a dedicar suas melhores energias, sua criatividade, no seus projetos pessoais.


Pode estar certo que esta ideia já passou pela cabeça de pelo menos metade dos seus colaboradores (não passou pela sua?). Se for CLT então, ele tem até um estímulo financeiro para ser demitido.


O pior é que quem já estudou um pouco de psicologia sabe que o que está causando estas doenças não é o cenário externo, não é a empresa, é como ela mesma lida com o que acontece na vida e nas emoções que a vida traz. A pessoa pode montar um negócio, pode mudar de empresa e o que ela não resolveu sobre a forma que lida com as adversidades, vai “com ela” para onde ela for, a tensão inclusive.


As doenças físicas são consequência das doenças emocionais que não foram cuidadas a tempo. Até pouco tempo atrás, as empresas deixavam este tipo de educação sobre saúde emocional por conta do funcionário.


O efeito disso, quem podia se cuidar só, se cuidava e achava um jeito de sair da empresa ou de se dedicar ao "minimo" no trabalho, para fazer o que gosta. Enquanto isso, as empresas esperam o máximo do colcaborador. Querem criatividade, foco, dedicação, empatia...


É por isso que defendo fortemente que a empresa tome posse deste processo.

Além de reter o colaborador, pois ele vê um investimento que efetivamente alivia seu dia a dia, ela libera no mesmo uma tonelada de foco, visão ampla, conexão com a empresa e disposição para o trabalho que estava abafada por uma concepção errônea de que o estresse e a tensão vinha de fora.


O funcionário, uma vez liberado deste peso que vem de dentro dele (não da empresa) tem uma forte tendência em se MANTER na empresa, pois lá já tem uma história, uma carreira, um salário garantido.


Ótima semana para vocês.


0 visualização

©2020 by Heitor G. Fagundes. 

SAUDE.VC Serviços para Consciência

R. MMDC 217 São Paulo SP

cel/whats: +55 11 970.866.906

  • LinkedIn ícone social
  • Black Instagram Icon
  • YouTube
  • Black Facebook Icon