Desafios de cuidar da saúde emocional nas empresas.

Cada vez mais o tema da saúde emocional está ganhando espaço. A Folha de São Paulo publicou uma ótima matéria no dia 31/Ago cujo o título é : “Priorizar danos psicológicos será fundamental no pós-isolamento.”

(acessível em : https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2020/08/priorizar-danos-psicologicos-sera-fundamental-no-pos-isolamento.shtml).

Nesta matéria, especialistas comentaram esta demanda em um sentido amplo, da população como um todo.

Como sempre, venho trazer aqui um foco em como vejo as empresas lidando com esta situação.

A pandemia está trazendo a tona uma realidade que muitos gestores gostariam de deixar “debaixo do tapete”. Depressão, ansiedade, Burnout eram tratados como “exceções” que podiam ser resolvidas caso a caso, com métodos convencionais, ou seja, afastamento do colaborador e, quando trabalhando, cobrar resultados. Se ficasse doente de novo, novo afastamento e assim por diante.

Mas a pandemia vem exigindo um novo olhar, que, por mais desconfortável que seja, será imensamente benéfico para as empresas.

A verdade é que profissionais ansiosos, deprimidos, transtornados e estressados produzem muito menos do que se estivessem bem. Todo mundo “sabe” disso, mas ninguém parece querer fazer a conta, traduzir em números.

Eu tenho feito para várias empresas, e os resultados são de prejuízo financeiro enorme. São centenas de milhares de reais sendo jogados fora, em um momento de tanta necessidade de lucros.

O grande receio que vejo nos gestores em olhar de frente para a questão vem deles acreditarem que “não terão como resolver”. Quando descobrem que tem, e não é complicado, rapidamente se interessam por agir, pois os números não mentem.

Além disso, com metodologias de gestão, fica claro que o problema pode ser resolvido e a empresa será a maior beneficiada.

E a metodologia é fundamental. O que tenho visto são gestores tomando 2 ações:

  1. Recomendando que os colaboradores busquem ajuda psicológica

  2. Ampliando ações de “conforto”, “acolhimento” e bem estar.

Ambas as ações em si podem ser boas, mas estão sendo feitas sem um olhar da raiz do problema. Por exemplo, se 50% dos seus gestores estão sofrendo de Transtorno de ansiedade generalizada, e talvez nem saibam disso, será que eles irão ao Psicólogo? Um presente de boas vindas vai ajudar de fato?

Se 37,5% do seu time de vendas está sofrendo de Distimia (veja texto aqui no Blog), quanto dinheiro você está deixando de ganhar?

Por isso é que é necessário um passo a passo metodológico e estruturado. Com números, gestão e foco, não é preciso investir muito para que o seu ganho seja astronómico.

Veja mais no canal Saúde Emocional nas Empresas. https://www.youtube.com/channel/UCntmnQjA0tc6DvXKMDW1Mhg/

Siga, comente, questione!

Até o próximo texto

Grande abraço

Heitor G. Fagundes

Psicoterapeuta

Consultor de Saúde emocional



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