Falta humanizar as empresas. Será mesmo?

Muito vem se falando sobre a Humanização do ambiente corporativo. Pessoalmente e como psicoterapeuta quero trazer um novo olhar.

Um ser humano que comete atos questionáveis não deixa de ser um ser humano.

As empresas são formadas por seres humanos, como poderiam ser desumanas?

Em ambos os exemplos acima, o que acontece não é falta de humanidade, mas sim falta de maturidade, de educação, de empatia e de incluir o componente emocional dna interação que ocorrem entre as pessoas.

Quando um paciente conta sobre as próprias atitudes “desumanas”, ele na verdade está contando sobre sua dificuldade de conectar emocionalmente de forma saudável com os outros. Estas dificuldades tem origens profundas, mas podem muito bem ser acolhidas e tratadas. Ao fazer este mergulho, a pessoa sai melhor, mais madura e pronta pra viver plenamente.

Com as empresas é a mesma coisa. O que acontece não são desumanas, elas só nunca se preocuparam em investir para ter um time de pessoas emocionalmente maduras. Os manuais de procedimento, os planejamentos estratégicos, as metas, bônus e controles davam conta.

Mas o mundo mudou e as pessoas mudaram. Sem um emocional estável ninguém está conseguindo segurar a produtividade. Quem está tentando, acaba tomando remédios ou arriscando burnout ou outros problemas de saúde.

Até hoje, as empresas puderam se manter a margem deste componente dos seus colaboradores. Podiam deixar que cada um cuidasse do seu emocional. Atualmente ainda poucas investem em cuidar da saúde mental dos colaboradores, e essas estão evoluindo muito e alcançando novos patamares de desempenho e disposição do time.

De um jeito ou de outro, a situação de isolamento que estamos vivendo vai trazer isso à tona.

Do mesmo jeito que vejo dois tipos de pessoas nesta pandemia , as que cuidam do seu emocional e estão passando com uma visão mais leve e positiva, e quem não busca ajuda não tem onde descarregar a tensão de forma positiva e se sobrecarrega tentando racionalizar e não ver o peso da situação, nas empresas não é diferente.

Muitas empresas (e pessoas também), em momentos de instabilidade, fogem ainda mais de cuidar do emocional, criando mais regras e metas. O mais saudável é o caminho oposto. Sair das racionalizações e atuar incluindo o emocional do time. Quando isso é feito, uma avalanche de boas ideias é desbloqueada.

Outra confusão é que muitos gestores confundem “incluir o emocional” com uma equipe que agora vai viver “sensível” e “buscando o amor”. Nas empresas que atuo o cenário é outro. Falamos basicamente de ter estrutura para lidar com angustias, medos, ansiedade e outros sentimentos difíceis com maturidade e disposição. Qual gestor não quer isso?

Enfim, não falta humanização nas empresas, falta amadurecer emocionalmente a humanidade que já existe na empresa. E isso não é nem difícil nem complicado, só é novo, e talvez a resistência ao novo seja o grande vilão.

Veja mais no vídeo no Youtube:

https://youtu.be/PGyWN1wrh1U

Siga, comente, questione!

Até o próximo texto

Grande abraço

Heitor G. Fagundes

Psicoterapeuta




0 visualização

©2020 by Heitor G. Fagundes. 

SAUDE.VC Serviços para Consciência

R. MMDC 217 São Paulo SP

cel/whats: +55 11 970.866.906

  • LinkedIn ícone social
  • Black Instagram Icon
  • YouTube
  • Black Facebook Icon