Transtorno Bipolar de Humor e o dia a dia corporativo.

Pode parecer um pouco estranho falar tão abertamente sobre transtornos de saúde emocional e o dia a dia nas empresas, porém cada vez mais vejo como isso é fundamental.

Estes distúrbios são doenças como as outras, no sentido de que são amplamente conhecidas, tratáveis e curáveis. Mas elas tem uma diferença importante, são desconsideradas por “parecerem” invisíveis. Quando se manifestam no comportamento ou na saúde física é que alguém se dá conta de que tem algo errado. E ainda assim, como é “só emocional” a pessoa acha que consegue dar conta sozinha.

Enquanto isso, a sua produtividade, criatividade e capacidade de trabalhar bem está indo por água abaixo, destruindo relacionamentos importantes e ótimas carreiras.

Esta semana resolvi falar do Transtorno Bipolar de Humor. Algo que muita gente já deve ter ouvido falar mas que tem um aspecto importante no mundo corporativo.

Em primeiro lugar, “Humor” para a medicina tem a ver com nosso estado de animo, nossa disposição ou indisposição para a vida. No transtorno bipolar, o paciente tem dois “polos”, duas fases:

Fase Maníaca, na qual alguns sintomas são:

Autoestima inflada ou grandiosidade

Diminuição da necessidade de sono

Falar mais do que o habitual

Fuga de ideias ou pensamentos acelerados

Facilidade em se distrair

Fase Depressiva, na qual alguns sintomas são:

Humor deprimido durante a maior parte do dia

Diminuição acentuada do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades durante a maior parte do dia

Insônia (muitas vezes insônia de manutenção do sono) ou hipersonia

Agitação ou atraso psicomotor observado por outros (não autorrelatado)

Fadiga ou perda de energia

Lembrando sempre que estes são apenas alguns sintomas, se você se identificou, procure um médico psiquiatra para validação.

O estado de alteração constante de humor leva a um enorme cansaço psíquico que afeta demais o dia a dia da pessoa.

No ambiente profissional vemos algumas consequências gritantes. Primeiro, se a pessoa não sabe de sua condição clínica, ela pode se sentir “diferente” das outras pessoas, ficando assim reprimida ou acuada em atividades que poderia se sair muito bem.

Como o cansaço psíquico é intenso porém não reconhecido, a pessoa normalmente cai para uma agressividade, irritabilidade e outros comportamentos da fase “maníaca” que ela não consegue segurar por completo. Se for um gestor de equipe, por exemplo, pode afetar demais o clima da empresa, do time e os resultados serão prejudicados.

Alguns gestores podem dizer “Ah... mas me saí bem até agora, porque olhar para isso?” Eu digo, primeiro que você está carregando uma carga imensa que não seria necessária e depois, você está gerando um impacto negativo nas pessoas e, cada vez mais, isso vem sendo olhado nas avaliações de desempenho (a pouco tempo atrás não era, o que importava era se bateu a meta ou não)

A boa notícia é que tem tratamento. A pessoa deve passar por uma avaliação de um médico psiquiatra para avaliar a necessidade de utilizar remédios estabilizadores de humor e de psicoterapia.

Com isso, a pessoa se estabiliza, tem apoio psicológico quando “sai do prumo” e consegue desempenhar em um novo patamar, mais leve e muito mais produtivo.

Veja mais no canal Saúde Emocional nas Empresas. https://www.youtube.com/channel/UCntmnQjA0tc6DvXKMDW1Mhg/

Siga, comente, questione!

Até o próximo texto

Grande abraço

Heitor G. Fagundes

Psicoterapeuta

Consultor de Saúde emocional




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